A Expedição Tropeira anunciou a retomada da Rota Imperial São Pedro D’Alcântara, que liga o Espírito Santo a Minas Gerais, com a participação de cerca de 50 muladeiros. A jornada começou no Alto Caparaó (MG) no dia 6 de outubro e abrange 31 municípios, sendo 14 no Espírito Santo e 17 em Minas Gerais.
Essa rota histórica, que faz parte da Estrada Real, foi percorrida por Dom Pedro II no século XIX e se estende por aproximadamente 575 quilômetros. O marco inicial é o Palácio Anchieta, localizado na Praça João Clímaco, em Vitória, e passa por cidades como Cariacica, Viana, e Venda Nova do Imigrante.
Segundo Marco Grillo, um dos idealizadores da expedição, o objetivo é fortalecer a preservação da rota e reconhecer sua importância cultural e econômica. Durante o percurso, os tropeiros puderam desfrutar das paisagens e da gastronomia local, além de vivenciar tradições do tropeirismo.
Grillo também destacou a criação de uma rede de preservação, onde os participantes atuarão como “Guardiões da Rota Imperial”, promovendo a conservação e divulgação do caminho em suas comunidades.
Para Pedro Rigo, superintendente do Sebrae/ES, a Expedição Tropeira é um passo estratégico para o turismo rural e a integração regional. Ele enfatizou que a iniciativa visa relançar a Rota Imperial, em parceria com instituições locais, abrangendo desde a divisa com Minas Gerais até Vitória.
José Nildo Fabre de Mello, coordenador da expedição, ressaltou a importância da Rota Imperial na preservação da identidade local e no fortalecimento da economia através do turismo. A expedição culminou na participação na Feira de Turismo Rural do Espírito Santo (Ruraltures), promovendo a história e tradições dos antigos caminhos tropeiros.
A expectativa é que a retomada da Rota Imperial impulsione o turismo regional, gere novas oportunidades de trabalho e renda, e preserve a cultura tropeira, mantendo viva a história que permeia as comunidades ao longo do trajeto.