O 1º Encontro de Integridade do Sistema S do Espírito Santo reuniu, nesta quarta-feira (5), na sede do Sebrae/ES, em Vitória, autoridades, especialistas e dirigentes das entidades que compõem o Sistema S capixaba. O evento, inédito no estado, marcou a união do Sebrae/ES, Sesi, Senai, Sesc, Senac, Senar, Sescoop e Sest/Senat em torno de uma agenda para compartilhar experiências, fortalecer boas práticas e estimular uma cultura organizacional baseada na ética, na transparência e na responsabilidade.
O destaque da programação foi a participação do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, que defendeu uma atuação conjunta entre poder público, iniciativa privada e sociedade para fortalecer a cultura da integridade no país. Em sua palestra, intitulada “A força da cooperação entre o público e o privado pela integridade”, o ministro afirmou que os modelos tradicionais baseados exclusivamente em fiscalização e punição são importantes, mas insuficientes para enfrentar um problema complexo como a corrupção.
“Integridade não é apenas combater a corrupção. É construir instituições legítimas, transparentes, eficientes e comprometidas com seu propósito”, defendeu. Ele também destacou iniciativas da CGU, como o Programa Pró-Ética, o Pacto Brasil pela Integridade Empresarial e a ferramenta de inteligência artificial Alice Análise, usada para identificar irregularidades em licitações.
Na abertura, o superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo, ressaltou que a integridade deve orientar não apenas processos internos e contratações, mas também as decisões estratégicas das instituições. “Este encontro representa uma grande oportunidade de troca de experiências e de fortalecimento das boas práticas, contribuindo para que possamos atender cada vez melhor à sociedade”, afirmou. Ele lembrou a adesão do Sebrae/ES ao Pacto Brasil pela Integridade, iniciativa da CGU.
Outro destaque foi a palestra do especialista em governança corporativa Alexandre Di Miceli, que abordou o tema “Cultura de Integridade: o que é, como medir e como construir”. Ele alertou que estruturas de integridade são importantes, mas só produzem resultados quando acompanhadas pelo exemplo das lideranças e por sistemas de incentivo alinhados aos valores da organização. “Uma estrutura de integridade não corresponde necessariamente a uma cultura de integridade. A confiança é construída na forma como as pessoas agem e tomam decisões todos os dias”, disse.
Representantes das demais entidades do Sistema S também reforçaram a importância da integridade como valor estratégico. O diretor-geral da Findes, Roberto Campos, afirmou que a integridade deve estar presente mesmo sem fiscalização. O vice-presidente da Fecomércio-ES, José Carlos Bergamin, destacou que a união das instituições amplia resultados. Já o presidente do Sistema Faes/Senar-ES, Júlio Rocha Junior, ressaltou que a reputação é um dos ativos mais valiosos das organizações. O secretário de Estado de Controle e Transparência, Edmar Camata, defendeu que a integridade precisa sair dos discursos e fazer parte das decisões diárias.
Para o gerente da Unidade de Integridade Corporativa do Sebrae/ES, Lourenço Friggi, o evento representa o início de uma agenda permanente. “A força e a capilaridade do Sistema S permitiram a construção de um evento robusto, com ampla participação e troca de experiências. Temos todos os elementos para consolidar essa iniciativa e transformá-la em um marco permanente da agenda de integridade capixaba”, afirmou.
