A economia do Espírito Santo apresentou um crescimento de 4,4% no primeiro semestre de 2026, superando a média nacional de 1,9%. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pela indústria, que teve um aumento de 12,4% em sua atividade.
Os dados foram divulgados pelo Indicador de Atividade Econômica (IAE-FINDES) durante uma coletiva de imprensa na sede da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES). O presidente da FINDES, Paulo Baraona, destacou a importância de transformar esse crescimento em desenvolvimento sustentável e em mais oportunidades para as empresas locais.
As perspectivas para o restante do ano são otimistas, com a economia capixaba projetada para crescer 3,7% até o final de 2026. A gerente executiva do OBSERVATÓRIO FINDES, Marília Silva, atribui essa diferença ao peso da indústria extrativa na economia do Estado, que teve um crescimento significativo na produção de petróleo e gás natural.
Embora a indústria extrativa tenha crescido 36,3%, a indústria de transformação enfrentou um recuo de 2,0%, impactada por quedas na fabricação de produtos alimentícios e papel e celulose. No setor de serviços, houve um avanço de 1,6%, com destaque para o crescimento no transporte e comércio.