Um estudo da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES) e do Bandes revela que o Estado possui um grande potencial para transformar resíduos da agropecuária e do saneamento em biogás e biometano, contribuindo para uma economia de baixo carbono.
Os dados preliminares indicam que o Espírito Santo pode produzir cerca de 317 milhões de Nm³ de biogás anualmente, o que representa uma oportunidade significativa para o desenvolvimento de fontes renováveis e a geração de novas oportunidades de emprego e renda.
O projeto, intitulado “Economia Verde no Espírito Santo”, foi apresentado na sede da FINDES em Vitória e busca não apenas mapear a produção de biogás, mas também entender como a biomassa disponível pode ser utilizada para gerar combustíveis renováveis.
A iniciativa, que conta com o apoio da Open Society Foundations, está dividida em duas frentes: uma que mapeia a cadeia de biogás e biometano e outra que analisa os empregos verdes e os impactos socioeconômicos da descarbonização no Estado.
O presidente da FINDES, Paulo Baraona, enfatizou que o estudo visa transformar dados em inteligência para identificar oportunidades que promovam desenvolvimento econômico e sustentabilidade. Já o diretor-presidente do Bandes, Marcelo Saintive, ressaltou a importância da bioenergia para a competitividade e a atração de investimentos no Espírito Santo.
Os resultados preliminares também mostram que a biomassa de origem agropecuária está concentrada no interior do Estado, enquanto os potenciais consumidores de energia estão localizados em polos industriais, como a Grande Vitória, o que representa um desafio logístico.
A próxima etapa do estudo se concentrará na caracterização de Polos Agroindustriais de Biomassa e na análise do impacto da transição para uma economia de baixo carbono sobre o mercado de trabalho capixaba.
