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sábado, 04 de julho de 2026
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Postado emVida e Saúde

Polilaminina: Avanços e Desafios na Recuperação de Lesões Medulares

Polilaminina: Avanços e Desafios na Recuperação de Lesões Medulares
Polilaminina: Avanços e Desafios na Recuperação de Lesões Medulares

A pesquisa sobre a polilaminina, desenvolvida por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em parceria com a farmacêutica Cristália, ganhou destaque recentemente. No entanto, ainda são necessárias mais investigações para confirmar sua eficácia na recuperação de movimentos em pessoas com lesão medular.

Os estudos, liderados pela bióloga Tatiana Sampaio Coelho, começaram há mais de 25 anos, com foco em testes laboratoriais, uma fase crucial chamada pré-clínica. Inicialmente, a equipe avaliou os efeitos da polilaminina em culturas de células e em modelos animais antes de avançar para testes em humanos.

A polilaminina foi descoberta acidentalmente por Tatiana ao tentar separar as partes da laminina, uma proteína presente no corpo humano. Durante os experimentos, as moléculas de laminina se uniram, formando uma rede que nunca havia sido reproduzida em laboratório. Essa rede é essencial para a movimentação dos axônios, que são responsáveis pela transmissão de sinais no sistema nervoso.

Quando a medula espinhal é lesionada, os axônios se rompem, interrompendo a comunicação entre o cérebro e o corpo, o que pode levar à paralisia. A pesquisa busca determinar se a polilaminina pode servir como uma nova base para que os axônios cresçam novamente e restabeleçam essa comunicação.

Após resultados promissores em ratos, um estudo-piloto foi realizado entre 2016 e 2021 com oito pacientes que sofreram lesões medulares completas. Embora dois pacientes tenham falecido devido à gravidade das lesões, os cinco que se recuperaram apresentaram melhorias motoras, embora não tenham voltado a andar completamente. Os avanços foram medidos pela escala AIS, que classifica o nível de comprometimento motor.

Os testes clínicos da polilaminina estão atualmente na fase 1, onde a segurança e a tolerância do composto em humanos serão avaliadas. A pesquisa está programada para iniciar neste mês e deve ser concluída até o final do ano, com a aplicação da substância em cinco pacientes voluntários com lesões agudas da medula espinhal.

Ainda que os resultados iniciais sejam promissores, a equipe de pesquisa ressalta que mais estudos são necessários para comprovar a eficácia e segurança da polilaminina. A continuidade da pesquisa é fundamental para oferecer novas esperanças a milhões de pessoas afetadas por lesões medulares.

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