O setor de Comércio foi o principal responsável pela criação de empregos formais no Espírito Santo em agosto de 2026, com 612 novas vagas. Essa expansão ajudou a mitigar os impactos negativos observados em outros setores da economia, que resultaram em um saldo geral de -287 postos de trabalho no estado.
Os dados foram obtidos através do levantamento do Connect Fecomércio-ES, com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Apesar de agosto ter registrado o terceiro mês consecutivo de saldo negativo, o desempenho do Comércio, Serviços e Construção foi positivo, indicando uma recuperação em algumas áreas.
O coordenador do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, destacou que em comparação a agosto de 2025, a criação de 612 postos neste ano representa um aumento significativo de 394 vagas. Isso pode indicar que as empresas estão se preparando para períodos de maior demanda no varejo, como o Dia das Crianças e a Black Friday.
O Comércio se destacou na geração de empregos em diversos segmentos, com o varejo criando 287 postos, seguido pelo atacado com 261 e o comércio de veículos com 64. Os produtos alimentícios foram os que mais contribuíram para o crescimento, com 150 novas vagas no varejo.
Embora a agropecuária tenha encerrado 1.497 postos de trabalho devido a desligamentos sazonais, a Construção e os Serviços também mostraram resultados positivos, com a geração de 488 e 486 vagas, respectivamente. O setor de Transporte, Armazenagem e Correio, dentro dos Serviços, foi responsável por 491 novos empregos, destacando a importância das atividades logísticas.
O saldo negativo de agosto foi influenciado principalmente pela agropecuária, que perdeu 11.419 vínculos no acumulado entre junho e agosto. No entanto, a criação de 6.353 empregos nos demais setores ajudou a compensar parte dessas perdas, mostrando a resiliência do mercado de trabalho capixaba.
