A taxa de desemprego no Espírito Santo recuou para 2,3% no segundo trimestre de 2026, o menor índice desde 2012, consolidando o estado como o terceiro com menor desocupação no Brasil, atrás apenas de Santa Catarina e Mato Grosso.
O Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, com dados da PNAD Contínua do IBGE, destaca que o estado criou 24.177 empregos formais no primeiro semestre de 2026, representando um crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Apesar da queda no desemprego, a informalidade aumentou, atingindo 40% da população ocupada, com cerca de 832 mil trabalhadores nessa situação, o que representa um desafio para a qualidade das ocupações disponíveis.
O coordenador do observatório, André Spalenza, ressalta que, embora o Espírito Santo alcance níveis historicamente baixos de desemprego, é crucial transformar esse cenário em empregos de maior qualidade e formalização.
Os setores de Serviços e Agropecuária foram os principais responsáveis pela geração de novas vagas, com 9.180 e 7.867 empregos, respectivamente. A construção civil também apresentou crescimento significativo, com 3.029 postos criados.
A interiorização da geração de empregos foi notável, com os municípios do interior contribuindo com 69% das novas vagas, embora a sazonalidade da Agropecuária ainda influencie essa dinâmica.